sexta-feira, 27 de setembro de 2019

VIVÊNCIAS PATAXÓ: DE 05 A 13 DE JUNHO DE 2020





Antigamente, na terra só existiam bichos; passarinhos, macaco, caititu, veado, tamanduá, anta, onça, capivara, cutia, paca, tatu, sariguê e teiu. Naquele tempo, tudo era alegria. Os bichos e passarinhos viviam uma grande união.

Um dia, no azul do céu, formou-se uma grande nuvem branca, que logo se transformou em chuva e caiu sobre a terra. A chuva estava terminando e o último pingo de água que caiu se transformou em um índio - Txopai. Um dia Txopai estava fazendo ritual e enxergou uma grande chuva. Enquanto a chuva caia, cada pingo se transformava em índio.

Txopai é o primeiro índio Pataxó a surgir na Terra e com a sabedoria de quem nasceu primeiro, ensina seus irmãos a caçar, pescar, plantar e sobreviver do trabalho, respeitando os recursos naturais.

Depois de ensinar a todos tudo que sabia, Txopai se despediu dando um salto, e foi subindo... subindo... até que desapareceu no azul do céu e foi morar lá em cima, no Itohã.





Nesse roteiro você vai conhecer essas e outras histórias vivendo em três aldeias no sul da Bahia, convivendo diariamente com os costumes e tradições da etnia Pataxó, povo originário do Brasil. Em cada aldeia visitada o grupo contará com um guia local para mostrar todos os encantos da região.


Explorando o litoral do extremo sul da Bahia, vai ver o local onde desembarcou o primeiro português no Brasil e observar a imponência das falésias da região.

Subir o Monte Pascoal, assistir e participar do Awê e Toré, aprender um pouco do Patxohã, ouvir as histórias, cantos e lendas, vivenciando a cultura do Povo Pataxó.





Essa é a nossa proposta para esse roteiro com duração de nove dias, quatro deles vivendo em aldeias da nação Pataxó. Presenciar, vivenciar e documentar essas experiências é a intenção dessa viagem, mas como vamos entrar em contato com uma cultura diferente, o visitante precisa ter a cabeça aberta e ver a verdade dos outros com o entendimento de um antropólogo.

Vamos partir de Porto Seguro, e entre os dias 05 e 13 de junho de 2020, seguiremos por cidades do extremo Sul da Bahia para viver e experimentar o universo Pataxó.

Serão disponibilizadas apenas seis vagas para fotógrafos, com disposição para descobrir possibilidades numa jornada de aprendizado e descobertas.




INFORMAÇÕES

֍. Todas as locações são de fácil acesso, exceto a subida do Monte Pascoal, mas os guias locais prestarão auxílio em todo o trajeto de subida e descida;
֍֍. Todo trajeto será realizado em veículo exclusivo e percorreremos aproximadamente 900 km;
֍֍֍. A hospedagem nas Aldeias Pataxó será feita no sistema de pensão completa nas habitações locais (café da manhã, almoço, lanche e janta) e poderá ser bem simples.

O que é oferecido aos participantes:
Consultoria e acompanhamento fotográfico durante toda a viagem, feita por Emídio Bastos;
Transporte terrestre privado, compartilhado entre todos os participantes;
     Acomodação dupla com café da manhã;

O que não está incluso no pacote de viagem:
v Equipamentos fotográficos;
v Hospedagem antes do início e após o final da viagem do roteiro;
v Passagens aéreas;
v Gorjetas;
v Despesas pessoais;
v Seguro de viagens e assistência médica;

O que levar para a viagem:
v Mala pequena, bolsa fotográfica, tripé, cabo disparador;
v Roupas leves, com proteção UV e que sejam fáceis de lavar nos hotéis;
v Repelente e protetor solar;
v Chapéu de abas largas;

QUANDO: 05 a 13 de junho de 2020;
QUANTOS: Serão oferecidas apenas 6 vagas;
QUEM: Fotógrafos que tenham interesse em fotografia documental, portrait, wildlife e landscapes;

Segue abaixo o link para o formulário de pré-inscrição:
֍֍֍ - FORMULÁRIO - ֍֍֍



quinta-feira, 15 de agosto de 2019

"DIVERSA FÉ"




ALIMENTADORES DE ALMA EM ORAÇÃO NO CEMITÉRIO

ALIMENTADORES DE ALMA EM ORAÇÃO NO CEMITÉRIO



O Nordeste é uma terra de fé. A fé não controla a seca, mas consola o homem que vive à míngua, de seca em seca. Sertanejo é povo Pankararu, Kaimbé, Xokó, Inglês, Holandês, Francês, Português, Turco, Ketu, Gêge, Nagô e outras tantas etnias, nações e países. E nesta mistura de culturas a fé é diversa. No domingo, come hóstia na igreja, na terça tem mesa branca, dança de caboclo e o sábado toma o Axé.

ALIMENTADORES DE ALMA EM ORAÇÃO NO CEMITÉRIO

A diversa fé, ferve no sangue do sertanejo e o torna fervoroso. Fazendo brotar uma religiosidade quase extremada. Faz ex-votos, faz promessas, procissões e até sobem montes em romaria. E quando chega o fim da quaresma, sob a luz das velas e da lua cheia, Penitentes com suas vestes alvas alimentam as almas dos cemitérios.

REUNIÃO DOS PENITENTES DISCIPLINADORES NO ERMO DA CAATINGA

PENITENTES DISCIPLINADORES PEDINDO PERMISSÃO SIMBÓLICA DA A IGREJA PARA INICIAR O RITUAL DE AUTOFLAGELAÇÃO

Disciplinadores entoam seus benditos. A matraca bate cadenciada exigindo obediência e, relembra aos presentes o compromisso com os sete anos de penitência. Os corpos em jejum bambeiam de um lado para o outro. Lâminas cortam o ar e pousam, ferozes, como vespas, nas costas nuas "dos cabra". O vai e vem da corda faz a “disciplina”, afiada como tiririca, cortar e, cortar a carne. Então o sangue brota, respinga nos vizinhos e pinta de encarnado as vestes brancas dos que tem coragem e fé.

PENITENTES DISCIPLINADORES NO CEMITÉRIO DURANTE O RITUAL SECRETO DE AUTOFLAGELAÇÃO

A "DISCIPLINA" CORTA A CARDE DO PENITENTE DURANTE O RITUAL SECRETO DE AUTOFLAGELAÇÃO

ROUPA ENCHARCADA DE SANGUE DA AUTOFLAGELAÇÃO




Presenciar, vivenciar e documentar todas essas manifestações é a proposta dessa viagem. Chocante, lindo, exótico, exuberante ou diferente, são adjetivos que você pode usar para descrever as cenas que vai testemunhar, mas precisa ter a cabeça aberta e entender o que se passa ao redor. Ver a verdade dos outros com o entendimento de um antropólogo.

Vamos partir de Petrolina, e entre os dias 04 e 12 de abril de 2020, seguiremos por cidades da Bahia, Pernambuco e Sergipe durante a Semana Santa numa imersão da cultura e religiosidade no sertão nordestino.










Serão disponibilizadas apenas três vagas. Três fotógrafos, com disposição para descobrir possibilidades. Amantes da fotografia percorrendo uma jornada intimista de aprendizado e descobertas entre procissões, romarias, histórias e rituais secretos.


INFORMAÇÕES

֍. Todas as locações são de fácil acesso;
֍֍. Distância percorrida: 1600 km
֍֍֍. Em algumas cidades a hospedagem poderá ser bem simples.

O que é oferecido aos participantes:
v Consultoria e acompanhamento fotográfico durante toda a viagem, feita por Emídio Bastos;
v Transporte terrestre privado, compartilhado entre todos os participantes;
v Acomodação dupla com café da manhã;

O que não está incluso no pacote de viagem:
v Equipamentos fotográficos;
v Hospedagem antes do início e após o final da viagem do roteiro;
v Passagens aéreas;
v Gorjetas;
v Despesas pessoais;
v Seguro de viagens e assistência médica;

O que levar para a viagem:
v Mala pequena, bolsa fotográfica e tripé;
v Roupas leves, com proteção UV e que sejam fáceis de lavar nos hotéis;
v Repelente e protetor solar;
v Chapéu de abas largas é indispensável para suportar o sol implacável da região;

QUANDO: 04 a 12 de abril de 2020;
QUANTOS: Serão oferecidas apenas 03 vagas;
QUEM: Fotógrafos que tenham interesse em fotografia documental;

Segue abaixo o link para o formulário de pré-inscrição:
֍֍֍ - FORMULÁRIO - ֍֍֍



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Terra Ignota





VIAJANDO PELA TERRA IGNOTA DE EUCLIDES DA CUNHA 

"TERRA IGNOTA" é uma expressão usada para descrever uma terra desconhecida. Foi dessa forma que Euclides da Cunha se referiu ao hiato de informações sobre a região compreendida entre Juazeiro da Bahia e Queimadas.

“As nossas melhores cartas, enfeixando informes escassos, lá têm um claro expressivo, um hiato, Terra Ignota, em que se aventura o rabisco de um rio problemático ou idealização de uma corda de serras.”
Os Sertões – Euclides da Cunha

É exatamente essa região que nos interessa e nos conduzirá aos caminhos percorridos por, Euclides da Cunha, para poder escrever “Os Sertões”, romance que não descreve apenas uma guerra civil, mas faz uma cartografia do território e do povo que vive nesse imenso desconhecido, mostrando o contraste cultural dos dois "Brasis": O do sertão e o do litoral.
Usando a fotografia como forma de documentação e aprendizado, vamos percorrer esse território entre os dias 25 de outubro e 03 de novembro. Serão dez dias descobrindo as paisagens da caatinga, o povo e costumes do sertão e na nossa gente sertaneja.
Passaremos por Valente, Queimadas, Monte Santo, Euclides da Cunha, Canudos, Juazeiro, entre outros lugares e cada dia dessa jornada será um aprendizado da técnica fotográfica e o despertar do sensível.
Serão apenas três vagas. Três fotógrafos, com disposição para descobrir possibilidades, amantes da fotografia percorrendo uma jornada intimista de aprendizado e descobertas entre romarias, campeadas e histórias.

 ROTEIRO DA VIAGEM:

PRIMEIRO DIA – SEXTA-FEIRA, DIA 25 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Os participantes chegam a Petrolina durante a noite do dia 25 e madrugada do dia 26.
O pernoite será em Petrolina.

SEGUNDO DIA – SÁBADO, DIA 26 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Durante o café da manhã faremos briefing da programação do dia.
Às 10h00 sairemos em direção ao Lago da Hidrelétrica de Sobradinho e depois visitaremos uma vinícola local.
Ao final da tarde, a bordo de embarcação regional, faremos fotos do pôr do sol e da chegada das luzes da noite, em Juazeiro.
O pernoite será em Petrolina.




TERCEIRO DIA – DOMINGO, DIA 27 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Bem cedinho, vamos fotografar o sol nascendo às margens do Rio São Francisco, em Juazeiro.
Durante o café da manhã faremos briefing da programação do dia. Às 8h00 viajaremos para a Cidade de Euclides da Cunha ou Uauá, onde fotografaremos a feira livre e seus personagens.
À tarde fotografaremos o povo Kaimbé, na Aldeia Massacará (Programação a ser confirmada);
O pernoite será em Euclides da Cunha.

QUARTO DIA – SEGUNDA-FEIRA, DIA 28 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Pela manhã, bem cedinho, durante o café da manhã faremos briefing da programação do dia e viajaremos até a cidade de Canudos. De lá seguiremos em veículo 4x4 para fotografar o entorno da Estação Biológica de Canudos e da “Toca Velha”, onde encontraremos as formações de arenito-calcário de cor avermelhada. Depois vamos visitar o Memorial Antônio Conselheiro. À tarde iremos ao Açude Cocorobó fotografar Canudos Velha.
Faremos fotos de vaqueiros encourados.
Caso as águas estejam baixas, fotografaremos as ruínas da Igreja de Canudos Velha utilizando técnicas de fotografia noturna e astrofotografia;
O pernoite será em Canudos.
  
QUINTO DIA – TERÇA-FEIRA, DIA 29 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Pela manhã, bem cedinho, durante o café da manhã faremos briefing da programação do dia e viajaremos até a comunidade de Rosário, dentro do Raso da Catarina.
À tarde iremos ao Parque Estadual de Canudos e fotografaremos os marcos históricos utilizando técnicas de fotografia noturna e astrofotografia;
O pernoite será em Canudos.



SEXTO DIA – QUARTA-FEIRA, DIA 30 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Antes do sol nascer, embarcaremos em veículo 4x4 e iremos até a “Toca Velha”, na Estação Biológica de Canudos, onde fotografaremos as Araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari).
Retornaremos ao hotel e após o café da manhã viajaremos até a cidade de Queimadas onde visitaremos a Estação Ferroviária e o local de aquartelamento das tropas durante as campanhas da Guerra de Canudos.


Ao final da tarde viajaremos até a cidade de Monte Santo para fotografar a Romaria de Todos os Santos;
O pernoite será em Monte Santo.

SÉTIMO DIA – QUINTA-FEIRA, DIA 31 DE OUTUBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Neste dia, não haverá café da manhã. Antes do sol nascer, às 04h00, subiremos o Monte Santo para fotografar a Romaria de Todos os Santos. A subida e descida será no tempo de cada participante e o dia será livre para fotografar as procissões, festas e cenas que acontecem na cidade.
O pernoite será em Monte Santo






OITAVO DIA – SEXTA-FEIRA, DIA 01 DE NOVEMBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Neste dia, não haverá café da manhã. Antes do sol nascer, às 04h00, subiremos o Monte Santo para fotografar a Romaria de Todos os Santos. A descida será no tempo de cada participante;
Após o almoço viajaremos para Valente onde visitaremos uma cordoaria e fotografaremos formações geológicas usando técnicas de fotografia noturna e astrofotografia;
O pernoite será em Valente.


NONO DIA – SÁBADO, DIA 02 DE NOVEMBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Pela manhã, bem cedinho, durante o café da manhã faremos briefing da programação do dia e viajaremos até uma fazenda de produção de sisal.
Após o almoço viajaremos para Salvador. No trajeto fotografaremos formações na estrada entre Valente e Conceição do Coité;
O pernoite será em Salvador.




DÉCIMO DIA – DOMINGO, DIA 03 DE NOVEMBRO:
PROGRAMAÇÃO:
Participantes retornam para suas cidades de origem.
Transfer para o Aeroporto de Salvador e final da viagem










INFORMAÇÕES:

֍. Todas as locações são de fácil acesso, entretanto a subida do Monte Santo exige um pouco mais de esforço, mas cada participante fará a subida e descida em ritmo confortável.
֍֍. Distância aproximada que percorreremos nos dez dias: 1900 km
֍֍֍. Em algumas cidades como Canudos, Euclides da Cunha, Monte Santo e Valente a hospedagem poderá ser bem simples.

Cidades e localidades que serão percorridas:
Petrolina, Juazeiro, Canudos, Raso da Catarina, Rosário, Estação Biológica de Canudos, Parque Estadual de Canudos, Euclides da Cunha, Queimadas, Monte Santo, Valente e Salvador.

O que é oferecido aos participantes:
v Acompanhamento fotográfico durante toda a viagem;
v Transporte terrestre privado, compartilhado entre todos os participantes;
v Passeios e atrativos descritos;
v Acomodação dupla com café da manhã;
v Em Monte Santo, devido ao horário de subida e descida para acompanhar a romaria, o café da manhã não está incluso na hospedagem;

O que não está incluso no pacote de viagem:
v Equipamentos fotográficos;
v Hospedagem antes do início e após o final da viagem;
v Passagens aéreas;
v Gorjetas;
v Despesas pessoais;
v Seguro de viagens e assistência médica;

O que levar para a viagem:
v Mala pequena, bolsa ou mochila com equipamento fotográfico, disparador e tripé;
v Roupas leves, com proteção UV e que sejam fáceis de lavar em hotéis;
v Repelente e protetor solar;
v Chapéu de abas largas é indispensável para suportar o sol implacável da região;

MAIS INFORMAÇÕES:
QUANDO: 25 de outubro e 03 de novembro;
QUANTOS: Serão oferecidas apenas 3 vagas;
QUEM: Fotógrafos que tenham interesse em fotografia documental, portrait, wildlife e landscapes;


Segue abaixo o link para o formulário de pré-inscrição:

֍֍֍ - FORMULÁRIO - ֍֍֍


Whatsapp: 71 991387338
E-mail: emidiobastos@hotmail.com

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Um São João do Sul










Já que estamos em época de São João, hoje tem fotos de uma festa junina em São João do Sul, um distrito de Guaratinga, extremo sul da Bahia.
Eitaaaaa! Antes que você me questione uma foto em preto e branco abrindo uma história de São João eu já respondo. Se nesses lugares distantes tudo estivesse “preto no branco”, a vida seria menos conturbada.


O dia amanhece e a neblina ainda esconde parte da pedra e a cruz fincada na gruta lá no alto. A vida segue pelas estradas do lugar. Seja a pé, de bike ou montado no Rocinante, tocando uma boiada. Aqui não vem Don Quixote "e Deus, mesmo se vier, que venha armado", já teria dito Guimarães.






Os anjos tocam trompetes ao invés de trombetas, afinal de contas, a falta de verba nesses lugares é crônica. Fala-se muito mas no final ninguém tem peito para “botar a boca no trombone”. Os ventos vem e vão balançando as bandeirolas e a festa acaba momentaneamente a discussão.


Capoeiristas decretam a felicidade e anunciam na praça a chegada do São João. Agora pode atirar à vontade, pagando, claro, R$ 5,00 por três tiros, mas só ganha o prêmio se derrubar a caixa no pano, ou se for mais esperto que o dono da banca.




Claro que tem forró, caldo de pinto e munguzá. Quando o sanfoneiro puxa o fole “é mijador no mijador, relando o bucho até ariar a fivela!”










Por lá nem sempre é festa, mas trabalho duro. Povo que vive do conteúdo das caixas no mercado municipal e aos sábados a vaca nunca vai para o brejo, mas para o açougue.




terça-feira, 11 de junho de 2019

Diversa Fé - Romeiros de Juazeiro do Norte






  

O as romarias no município de Juazeiro do Norte remontam há 120 anos, quando era apenas um vilarejo. A população que vivia nas poucas casas que lá existiam contava com a liderança espiritual do Padre Cícero Romão Batista.



Em primeiro de março de 1889, circulou nos arredores do vilarejo a notícia que hóstias consagradas estavam se transformando em sangue na boca da beata Maria de Araújo.
O fato se repetiu por diversas vezes durante cerca de dois anos, sendo logo considerado um milagre pelos fiéis. Desde então levas de católicos passaram a visitar o povoado em busca dos conselhos e da benção do “Padim Ciço”.


  

Juazeiro do Norte cresceu no entorno da fé popular. As romarias cresceram e a cidade cresceu junto com o dinheiro dos romeiros. A fé está em toda parte, principalmente nas bancas de lembranças dos comerciantes locais.

    



Os romeiros tradicionais, vestem-se como pessoas que pararam no tempo. Chegam em grupos, normalmente usam chapéu e suas roupas de romaria, distintas do cotidiano, remontam a primeira metade do século XX.





Param em pontos de oração ao longo da subida para o santuário, onde depois de rezar e dar alguma esmola a pedintes que se agrupam nas calçadas da via, seguem seu caminho de penitência e fé.







Juazeiro do Norte atrai cerca de 2,5 milhões de romeiros e penitentes por ano. São inúmeras romarias durante o ano, sendo a maior delas a de finados, que atrai aproximadamente 400.000 fiéis.
  Apenas nos meses de junho e agosto a cidade não tem romaria, mas romeiros sempre são sempre encontrados em qualquer época do ano.